Abre a algema do grito trancado, o rouco suspiro da palavra embargada, deixa que no sopro das minhas nuvens borboletas, as tuas se tornem astros, encosta tua cabeça confusa nos ombros das minhas irreverências, nas insistências das minhas inconseqüências, no murmúrio, no silêncio, na bondade da minha demência...Vem comigo libertar os tigres das prisões arcaicas, engolir meus impossíveis, agarrar o vento nos espaços dos intocáveis, realizar desejos inimagináveis, dançar nas entregas dos incorrigíveis...Viver na morte dos conceitos, cremar teu pranto no acalanto do meu tanto...